{"id":1894,"date":"2015-11-02T15:03:10","date_gmt":"2015-11-02T14:03:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.european-arachnology.org\/wdp\/?p=1894"},"modified":"2015-11-09T14:04:21","modified_gmt":"2015-11-09T13:04:21","slug":"spider-of-the-year-2011-pg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/?p=1894","title":{"rendered":"Spider of the year 2011 \u2013 PG"},"content":{"rendered":"<h4>Aranha Europeia do Ano 2011<\/h4>\n<p>A aranha-de-labirinto \u2013 <em>Agelena labyrinthica<\/em> (Clerck, 1757)<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o g\u00e9nero <i>Tegenaria<\/i> ter sido escolhido como representante da fam\u00edlia Agelenidae em 2008, eis que esta fam\u00edlia volta a estar representada em 2011 com a Aranha-de-labirinto, <i>Agelena labyrinthica<\/i>.<\/p>\n<p>Esta esp\u00e9cie \u00e9 uma das cerca de 1100 conhecidas desta fam\u00edlia distribu\u00eddas por todo o Mundo. Na Europa existem cerca de 180 esp\u00e9cies e em Portugal a fam\u00edlia est\u00e1 representada por 27 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Um caracter taxon\u00f3mico importante desta fam\u00edlia \u00e9 o par de fieiras posteriores bem proeminentes e facilmente reconhec\u00edveis. Na Aranha-de-labirinto, estas fieiras s\u00e3o particularmente longas. Em termos de tamanho, podemos consider\u00e1-la como uma aranha de tamanho m\u00e9dio com os machos a atingirem os 8 a 12 mm e as f\u00eameas 10 a 15 mm de comprimento total do corpo (patas exclu\u00eddas).<br \/>\nA carapa\u00e7a \u00e9 castanho-avermelhada escura, com duas bandas laterais largas e uma mediana de pubesc\u00eancia castanho-acinzentada clara.<br \/>\nO abd\u00f3men \u00e9 acinzentado, com duas faixas negras longitudinais mais fortes na parte anterior e v\u00e1rias linhas circunflexas, transversais mais claras. Face ventral amarelada com pubesc\u00eancia branca, vagamente bordeada de uma banda mais escura, muitas vezes, com pequenos pontos.<br \/>\nAs patas s\u00e3o castanhas com pubesc\u00eancia clara e algumas manchas dispersas mais escuras.<\/p>\n<p>Esta esp\u00e9cie constr\u00f3i uma grande toalha branca e densa com uma zona em tubo constru\u00edda entre arbustos (rente ao ch\u00e3o, raramente mais alta at\u00e9 1m) e aberta em ambas as extremidades. No total, a teia pode rondar os 50 cm.<br \/>\nQuando um insecto cai na zona da toalha, a aranha detecta-o pelas vibra\u00e7\u00f5es da teia e sai rapidamente do esconderijo tubular e ataca-o com as quel\u00edceras arrastando-o para a entrada do tubo depois de dominado. A teia possui tamb\u00e9m uns fios dispersos por cima da toalha que servem como alarme para se esconder.<br \/>\nInsectos mais pequenos que fiquem presos nestes fios, mesmo sem entrarem em contacto com a teia de captura, podem ser localizados pela aranha atrav\u00e9s das tricob\u00f3trias (p\u00ealos muito finos ligados a terminais sensoriais e que captam pequenas vibra\u00e7\u00f5es) que funcionam como um sistema de detec\u00e7\u00e3o de longa dist\u00e2ncia.<br \/>\nOs olhos desempenham tamb\u00e9m um papel importante para a orienta\u00e7\u00e3o da aranha. Al\u00e9m de reagir a grandes objectos na vizinhan\u00e7a, a aranha consegue orientar-se atrav\u00e9s da luz polarizada do sol que capta com os olhos medianos anteriores.<br \/>\nO acasalamento ocorre na teia da f\u00eamea. Os machos procuram as f\u00eameas, e enviam sinais batendo na teia. A c\u00f3pula realiza-se, normalmente, \u00e0 entrada do esconderijo e dura cerca de 90 minutos, durante os quais a f\u00eamea se mant\u00e9m im\u00f3vel. No final, \u00e9 frequente a f\u00eamea perseguir o macho e tentar captur\u00e1-lo mas podem tamb\u00e9m coabitar na mesma teia durante algumas semanas.<\/p>\n<p>Para p\u00f4r os ovos, a f\u00eamea constr\u00f3i um grande ninho a mais de um metro do solo, em arbustos ou \u00e1rvores. Este ninho \u00e9 muito denso e possui uma estrutura interna em labirinto e frequentemente uma camuflagem externa de folhas. Os ovos (50 a 130), s\u00e3o postos aproximadamente um m\u00eas ap\u00f3s a c\u00f3pula numa ooteca de seda branca, suspensa dentro de uma c\u00e2mara maior. \u00c9 guardada pela f\u00eamea at\u00e9 esta morrer. Quando as crias eclodem, em finais de Outono ou Inverno, permanecem no ninho at\u00e9 \u00e0 Primavera, altura em que se dispersam em busca de novos locais para construirem as suas pr\u00f3prias teias.<\/p>\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 dif\u00edcil cruzarmo-nos com a Aranha-de-labirinto num passeio pelo campo no pr\u00f3ximo Ver\u00e3o de 2011 e v\u00ea-la aguardando pacientemente \u00e0 entrada da sua imponente teia de seda muito branca por alguma presa. Iremos certamente ter oportunidade de observar esta magn\u00edfica esp\u00e9cie de movimentos r\u00e1pidos a alimentar-se e a reparar habilidosamente a teia. Esperemos ansiosamente para a descobrir!<\/p>\n<p>Christoph H\u00f6rweg &amp; Ricardo Ramos da Silva<\/p>\n<h4>Contactos Portugal<\/h4>\n<p>Filipa Gouveia, afgouveia(a)ambiodiv.com<br \/>\nRicardo Silva, rsilva(a)circunforce.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aranha Europeia do Ano 2011<\/p>\n<p>A aranha-de-labirinto \u2013 <em>Agelena labyrinthica<\/em> (Clerck, 1757)<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o g\u00e9nero <i>Tegenaria<\/i> ter sido escolhido como representante da fam\u00edlia Agelenidae em 2008, eis que esta fam\u00edlia volta a estar representada em 2011 com a Aranha-de-labirinto,<\/p>\n<p><span class=\"ellipsis\">&hellip;<\/span><\/p>\n<div class=\"read-more\"><a href=\"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/?p=1894\">Read more &#8250;<\/a><\/div>\n<p><!-- end of .read-more --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[99],"tags":[],"class_list":["post-1894","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-spider_of_the_year_2011"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1894","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1894"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1894\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2112,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1894\/revisions\/2112"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1894"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1894"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1894"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}