{"id":1914,"date":"2015-11-08T14:02:39","date_gmt":"2015-11-08T13:02:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.european-arachnology.org\/wdp\/?p=1914"},"modified":"2015-11-09T14:01:07","modified_gmt":"2015-11-09T13:01:07","slug":"spider-of-the-year-2010-pg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/?p=1914","title":{"rendered":"Spider of the year 2010 \u2013 PG"},"content":{"rendered":"<h4>Aranha Europeia do Ano 2010<\/h4>\n<p>A Aranha-de-cruz-cosmopolita \u2013 <em>Araneus diadematus<\/em> Clerck, 1757<\/p>\n<p>\u00c9 uma das especies de aranha mais conhecidas: A ranha-de-cruz-cosmopolita como ali\u00e1s, comprovam os mais de 50000 resultados da pesquisa no google pelo seu nome cient\u00edfico <i>Araneus diadematus<\/i> (do latim <i>Araneus<\/i> = Aranha,<i>diadematus<\/i> = ornamentada com diadema).<\/p>\n<p>As aranhas-de-cruz, pertencem \u00e0 fam\u00edlia Araneidae, conhecidas como aranhas-de-teia-radial, ou aranhas-dos-jardins. \u00c9 uma fam\u00edlia com cerca de 3000 esp\u00e9cies em todo o mundo das quais menos de uma centena ocorrem na Europa.<br \/>\nAs aranhas desta fam\u00edlia apresentam tamanhos e cores muito vari\u00e1veis, patas relativamente curtas e muito espinhosas, constru\u00edndo, a maioria, teias radiais para captura de insectos.<br \/>\nAlgumas esp\u00e9cies igualmente interessantes desta fam\u00edlia s\u00e3o a muito parecida Aranha-de-cruz-p\u00e1lida (<i>Araneus pallidus<\/i>), a grande Aranha-de-teia-radial-angulosa (<i>Araneus angulatus<\/i>) e a Aranha-social (<i>Cyrtophora citricola<\/i>).<\/p>\n<p>A Aranha-de-cruz-cosmopolita, apresenta um padr\u00e3o vistoso de manchas brancas na face dorsal do abd\u00f3men que formam, na regi\u00e3o anterior, uma cruz branca. Este padr\u00e3o apenas se pode confundir com o da Aranha-de-cruz-p\u00e1lida (<i>Araneus pallidus<\/i>) sendo o desta \u00faltima mais simples e geralmente sem um folium n\u00edtido.<br \/>\nTamb\u00e9m a forma do abd\u00f3men \u00e9 mais arrendondada em <i>A. pallidus<\/i> que em <i>A. diadematus<\/i>.<br \/>\nEstas manchas brancas que formam a cruz resultam da acumula\u00e7\u00e3o por baixo da cut\u00edcula, de um produto de excre\u00e7\u00e3o chamado guanina.<br \/>\nA cor geral desta esp\u00e9cie \u00e9 muito vari\u00e1vel entre v\u00e1rias tonalidades de amarelos, laranjas e castanhos.<br \/>\nOs machos t\u00eam entre 5 a 10 mm de comprimento de corpo, enquanto as f\u00eameas variam entre 12 a 17 mm.<\/p>\n<p>Esta esp\u00e9cie constr\u00f3i uma teia radial pr\u00f3xima do solo ou em ramos mais baixos de \u00e1rvores e arbustos. Ao contr\u00e1rio de outras esp\u00e9cies de <i>Araneus<\/i>, esta esp\u00e9cie normalmente passa o dia no centro da sua teia embora por vezes possa apresentar um esconderijo.<\/p>\n<p>As teias radiais s\u00e3o provavelmente o tipo de teia de aranha mais conhecido, em que, uma pequena quantidade de seda, pode formar uma grande \u00e1rea de captura. Estas teias, requerem poucos pontos de contacto e mesmo assim s\u00e3o simultaneamente seguras e flex\u00edveis. Os insectos que se debatem na teia, enviam sinais que s\u00e3o transmitidos pelos raios at\u00e9 ao centro da teia (ou at\u00e9 ao abrigo, dependendo de onde se situe a aranha). Gra\u00e7as ao arranjo geom\u00e9trico especial da teia, a aranha consegue orientar-se e deslocar-se em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 presa pelos raios, sem tocar nos fios de captura da teia.<br \/>\nEsta teia \u00e9 renovada regularmente. Para tal, a aranha come a teia danificada, reciclando assim as preciosas prote\u00ednas que s\u00e3o os seus \u201ctijolos\u201d para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova teia.<\/p>\n<p>Um outro tipo diferente de seda \u00e9 usado para construir as ootecas, os sacos de seda que protegem os ovos e as aranhas rec\u00e9m-nascidas. Em Setembro e Outubro, as f\u00eameas constr\u00f3iem v\u00e1rias ootecas com seda amarelada. As pequenas aranhas abandonam a ooteca ap\u00f3s passarem o Inverno e transformam-se em adultos no final do Ver\u00e3o. Esta esp\u00e9cie pode viver normalmente dois anos.<\/p>\n<p>A aranha-de-cruz-cosmopolita ocupa uma grande variedade de habitats desde orlas de bosques a jardins pelo que n\u00e3o ser\u00e1 dif\u00edcil num passeio agrad\u00e1vel encontrar e admirar as suas belas teias, verdadeiras obras-primas da Natureza tendo presente que estas mesmas teias ajudam a manter o equil\u00edbrio e nos protegem de muitos insectos aborrecidos pelo que devemos encarar n\u00e3o apenas esta como todas as aranhas como nossos aliados prest\u00e1veis e seguramente muito \u00fateis.<\/p>\n<p>Christoph H\u00f6rweg &amp; Ricardo Ramos da Silva<\/p>\n<h4>Contactos Portugal<\/h4>\n<p>Filipa Gouveia, afgouveia(a)ambiodiv.com<br \/>\nRicardo Silva, rsilva(a)circunforce.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aranha Europeia do Ano 2010<\/p>\n<p>A Aranha-de-cruz-cosmopolita \u2013 <em>Araneus diadematus<\/em> Clerck, 1757<\/p>\n<p>\u00c9 uma das especies de aranha mais conhecidas: A ranha-de-cruz-cosmopolita como ali\u00e1s, comprovam os mais de 50000 resultados da pesquisa no google pelo seu nome cient\u00edfico <i>Araneus diadematus<\/i> (do latim <i>Araneus<\/i> = Aranha,<\/p>\n<p><span class=\"ellipsis\">&hellip;<\/span><\/p>\n<div class=\"read-more\"><a href=\"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/?p=1914\">Read more &#8250;<\/a><\/div>\n<p><!-- end of .read-more --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-1914","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-spider_of_the_year_2010"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1914","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1914"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1914\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2104,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1914\/revisions\/2104"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1914"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1914"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/european-arachnology.org\/esa\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1914"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}